O Ateliê de Cultura e Turismo

 

ATELIÊ DE CULTURA E TURISMO

O Ateliê de Cultura e Turismo do memorialista Ronaldinho Fialho trabalha com a história local e a memória sobre a pesca tradicional e a cultura popular da cidade. Além de realizar a “contação de causos” e passeios de barcos, faz serviços fotográfi cos e a degustação de petiscos tradicionais. Vende produtos artesanais e souvenir de imã de geladeira com imagens sobre a pesca tradicional, entre outros.

Ronaldinho Fialho desde os anos 80 trabalha com a história local, a memória e o registro fotográfico sobre a pesca tradicional e a cultura popular da cidade. No seu Ateliê de Cultura e Turismo, junto com o seu filho, transmite a memória da cidade através do “turismo cultural” além da mostra de objetos de referência da pesca; das mudas da Restinga e na degustação da culinária local.

No seu ofício de “contador de causos” e fotógrafo busca trabalhar a história, a memória, a pesca tradicional e o folclore local. Chama atenção que a tradição – saberes, práticas e conhecimentos sobre a pesca e a Restinga, passados de pai para filho e pelos membros da comunidade – vem sofrendo impactos advindos dos meios de comunicação de massa; degradação do meio ambiente e por transformações na cidade advindas do “turismo de sol e mar” em detrimento da pesca tradicional e da cultura popular.

“A canoa está sumindo. A canoa de “boçarda” é o cartão postal da nossa cidade. É a memória viva da Mata Atlântica e a gente não tem essa formação… Você pergunta a um garoto: o que é aquilo ali? Um barco velho… apenas!!! E, não é só apenas um “barco velho”. Aquilo, primeiro, foi floresta que foi trabalhada nas mãos… A canoa é a memória da Mata Atlântica. A canoa é a memória do pescador… Se não valorizarmos a canoa ela vai se acabar; vai desaparecer e com isso perde-se uma tradição de continuar pescando com rede à beira de praia que é uma pesca artesanal que perdura aí por 500 anos. A nossa memória tem que ser contada nas escolas. As pessoas têm que entender o valor da gente manter viva essa canoa. Quando se quebra uma canoa, se quebra parte da nossa memória. Não podemos deixar que a nossa memória se desfaça dessa forma. A gente precisa construir dentro da sociedade a importância que é manter a cultura popular. Sem memória uma cidade não resiste.

Não basta ter praia! Tem que ter memória, também! E isso se perde, a cada antigo que a gente perde (…). E, a gente precisa entender que a gente tem uma cultura de culinária; uma cultura de contos; de brincadeiras; de artesanatos; de conhecimentos sobre a pesca; sobre o meio ambiente; sobre os ventos; sobre as correntes. É uma memória que cada cabista deveria conhecer um pouco…”. Depoimento de Ronaldinho Fialho.

 

Atende ao público de quinta a domingo, no horário comercial.

Contato: mestresabedores@gmail.com